#7 Instrospecções | O que cabe debaixo de um guarda-chuva

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Olá a todos, e sejam bem-vindos à Toca do Nunca! Já não é a primeira vez que um livro me faz reflectir sobre diversos assuntos, por vezes remotamente relacionados com os temas da narrativa. E é uma situação idêntica que me traz hoje aqui, de tal forma que nem sequer consigo associar excertos do livro em questão a este texto. Isto porque esta rúbrica é, de facto, um espaço onde a única regra é partilhar os meus pensamentos e ideias em torno dos livros.

O livro que me inspira hoje é Para onde vão os guarda-chuvas, de Afonso Cruz. Apesar de não ter sido uma leitura marcante para mim, fascinou-me a capacidade de o autor abordar temas sensíveis e sérios de forma subtil e cheia de significado. Vários são os temas desta narrativa. Desde logo, a Fé e as Religiões. No entanto, um outro tema que também está presente, e que me fez descobrir algo novo sobre ele, é a Parentalidade.

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#6 Introspecções | O Amor está no Cérebro…

Olá a todos, e sejam bem-vindos a este cantinho! Hoje trago-vos mais um dos meus textos mais profundos e intimistas d’A Toca – as introspecções. Se chegaste neste momento ao Blog, e não fazes ideia do que se tratam, estas publicações não são tradicionais opiniões de livros. Sim, partem de leituras que fiz, mas que fizeram o meu pensamento ir mais além ou que despertaram as minhas emoções. E que me levam a partilhar um pouco mais de mim e do quanto a leitura me fascina.

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#5 Introspecções | “Se me restasse uma hora para viver…” Finalmente, viveria!

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Hoje venho falar-vos de um pequeno livro intitulado “Se me restasse uma hora para viver”, de Roger-Pol Droit. O livro não conta com mais de 68 páginas e é como que um exercício de reflexão. De facto, o autor coloca-se na situação hipotética de lhe restar uma hora para viver, caminhando, ao longo desses 60 minutos, em direção aos factos incontornáveis da nossa existência. Como filósofo, discute e contrapõe até algumas das suposições básicas desta disciplina, à medida que vai contornando um conceito mais claro do que representa a vida humana. Com uma escrita única e singela, e sem qualquer tipo de pretensiosismo, Roger-Pol Droit reduz a vida à sua essência.

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#4 Introspecções | Filho de peixe sabe nadar…

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Olá a todos, e sejam bem-vindos a mais um texto da rúbrica “Introspecções”, que hoje parte do livro “O Velho e o Mar”, publicado em 1952, pelo premiado do Nobel da Literatura Ernest Hemingway.

Antes de mais, deixem-me só (re)lembrar que o objectivo desta rúbrica, bem como de outras aqui n’ A Toca do Nunca, é o de partilhar as leituras que faço, em termos da minha percepção pessoal quanto ao livro e aquilo que este me transmitiu. Devo reforçar que eu não sou crítica literária, pois não tive formação para tal, nem tão pouco filósofa; sou apenas uma cidadã apaixonada por livros, com o sentido crítico que a minha experiência de leitora e de pessoa acarreta. É minha convicção de que as minhas apreciações são válidas pelo que são, e sinto uma necessidade cada vez maior de partilhar convosco as mesmas. Mas espero que as julguem sempre tendo em conta estas condições.

Faço também esta introdução para explicar que as Introspecções de hoje serão particularmente pessoais. Porque, na verdade, não vos consigo falar deste livro de outra forma, e decidi fazê-lo assim mesmo. De facto, eu tive dificuldade, primeiro, em classificar a minha experiência com este livro e resumir o que entendi dele. Em segundo lugar, tive dificuldade em assumir que o que estava por detrás dessa dificuldade era o facto de eu encontrar nele uma grande identificação com dilemas que eu própria estou a viver. Depois de o descortinar, foi mais fácil perceber aquilo que queria dizer, e assumir que poderá não ser o mais preciso acerca do livro. Por isso, se alguma das minhas interpretações for muito ao lado daquilo que, consensualmente, se interpreta sobre “O Velho e o Mar”, peço que se recordem que estas são apenas as perceções, muito pessoais, de uma leitora comum…

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#3 Introspecções | Cinquenta Sombras do Amor

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O sexo, com os seus mitos e tabus, desmistificados ou não, tem sido um assunto de um crescente destaque nas redes sociais e meios de comunicação, na última década. Nomeadamente, fenómenos literários como “As 50 Sombras de Grey” de E. L. James, e independentemente das críticas que lhe possam ser feitas, têm permitido que a sexualidade seja cada vez mais valorizada no seio das relações humanas.

O livro sobre o qual se baseia este “Introspecções” não é o referido best-seller, mas antes aborda a sexualidade do ponto de vista da conceituada socióloga Esther Perel, “Amor e desejo na relação conjugal”. Contudo, o seu título em inglês retrata melhor aquilo que Perel nos quis transmitir, a ideia de que o sexo nas relações vive, muitas vezes, enclausurado. “Mating in captivity: Reconciling the Erotic and the Domestic” foi um livro que li em pouco tempo e, que apesar de ser técnico, tem uma enorme fluidez, através de muitos exemplos clínicos. Focando-se numa das minhas áreas predilectas e na qual gostaria, um dia, de intervir, este livro serviu-me como enorme fonte de inspiração na forma de conceber e pensar sobre as relações: quais as linhas com que se cosem, exactamente, o amor e o desejo, a atracção e o afecto, na vida real.

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#2 Introspecções | Ele que encontrou o sentido da vida…

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De acordo com o Sanscrito, “Siddha” significa “encontrado” e “Artha”, “o que procurou”. Reler “Siddhartha”, do prémio Nobel Hermann Hesse, é algo que vou procurar fazer para o resto da vida. É, definitivamente, o livro da minha vida. Li-o, pela primeira vez, há 10 anos atrás, com 14 anos. Nesse primeiro contacto fascinou-me, embora mal me recorde do que retive dele então. Talvez a mera sensação de que, mais tarde, ao longo de diferentes etapas da minha vida, o iria compreender cada vez melhor.

Agora, reli-o pela segunda vez. Uma década mais tarde, chego à conclusão que, naquele tempo já assimilara muito do seu significado. Porém, só agora o valorizo, fruto de um empoderamento recente, que me trouxe a possibilidade de ser eu a segurar as rédeas da minha vida.

Porque este livro faz-nos percorrer, em cento e cinquenta e três páginas, a viagem existencial que comporta a vida humana. A vida de Siddartha é o rumo, a sua sabedoria esconde-se atrás das palavras.

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#1 Introspecções | Gnosei Seauton – Conhece-te a ti mesmo

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Hoje trago-vos o primeiro texto da rúbrica “Introspecções”, inspirado no livro “Vai aonde te leva o coração” de Susanna Tammaro. Li-o, pela primeira vez, em Janeiro deste ano e, logo nos primeiros capítulos, tirei conclusão de que este livro explorava duas questões que me são muito sensíveis: a educação e o desenvolvimento humano.

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Introspecções | “O essencial é invisível aos olhos”

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Esta frase, da página 74 da obra “O Principezinho”, da autoria de Antoine de Saint-Exupéry, deixa muitas pessoas a pensar. Sobre o que é essencial? Sobre o que realmente importa na vida? Possivelmente…

Esta frase é precedida por uma outra: “(…) só se vê bem com o coração.” Os nossos olhos, as nossas mentes, não captam esta essência. Constantemente nos iludem, nos confundem, com imagens que não são as mais genuínas sobre o mundo à nossa volta. Sobre o mundo dentro de nós.

Afinal, porque procuramos esta essência? Essência… da vida? O que é que ela significa? E porque nos escapa?

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