Encontros d’Escrita | A oportunidade de André de Oliveira

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Olá a todos!

Este é mais um dos encontros d’escrita que tenho para vos proporcionar, uma oportunidade que não vão querer perder.

O entrevistado de hoje é André de Oliveira, que irá lançar, no dia 15 de Outubro, pelas 21h, no Chiado Clube Literário do Porto, o seu primeiro livro pela Chiado Editora.

“Peónia Vermelha” é o pontapé de arranque numa carreira literária que promete agradar a vários gostos. Fiquem então a conhecer um pouco mais sobre André de Oliveira.

1 – Como surgiu esta oportunidade de publicar o livro “Peónia Vermelha”?

R: Antes de mais, Raquel, queria agradecer-te pela simpatia e disponibilidade que mostraste logo nos primeiros contactos que fizemos. Acho que essas são qualidades importantíssimas quando se desenvolve um projeto como o teu blog A Toca do Nunca.

Respondendo à tua primeira pergunta, eu fui criando a oportunidade (risos!!!). Primeiro tratei de escrever o livro e torná-lo uma realidade palpável nem que fosse apenas como um ficheiro word no meu computador ou um grande maço de folhas imprimidas na minha própria impressora. Mas a realidade é que ao fim de algum tempo, após o ter escrito e o ter mostrado a algumas pessoas, e enviado para alguns concursos literários, a Chiado Editora fez-me uma proposta interessante e consoante fomos falando, fomos chegando a acordo.

2 – Fale-nos um pouco sobre como começou a escrever.

R: Tinha 15 ou 16 anos quando senti um impulso tremendo para escrever textos soltos e aquilo a que eu chamava de poesia, mas que na realidade teria pouco de poético (risos!!!). Naquela altura, como hoje, a escrita era uma forma de expressão individual e criativa, uma forma de expressar aquilo que sentia e que sinto e que precisa ser transposto cá para fora na forma de textos curtos, poemas, ou na forma de um romance como Peónia Vermelha. Nessa altura eu já lia massivamente e a escrita acabou por ser uma consequência natural. Ao longo dos anos continuei a ler e a escrever até que um dia me surgiu a vontade e a confiança necessária para começar a pensar em escrever o meu primeiro romance. Não fazia a mínima ideia daquilo em que me estava a meter (risos!!!). Foi um processo longo de aprendizagem que hoje ainda continua e espero que se expanda pela minha vida inteira.

3 – O que nos pode contar sobre esta obra, “Peónia Vermelha”?

R: Peónia Vermelha é como um filho para mim. É o meu primeiro romance publicado e é o resultado de vários anos de trabalho, pesquisa, suor e bastante diversão também (risos!!!). Basicamente, Peónia Vermelha é a estória de Chi Shao, a personagem principal, uma mulher bonita, poderosa e misteriosa que vem do Oriente para resolver algumas pontas soltas do seu passado cá na Europa. Ela sabe que a catástrofe humanitária que está a acontecer na China tem grande parte da sua razão de ser aqui na Europa. Tudo isso devido à grande influência que um dos homens mais poderosos do mundo tem sobre o processo de produção e marketing daquele produto de beleza feminino que está no centro das atenções e que promete trazer uma beleza, saúde e jovialidade imediatas a todas as mulheres que o usarem.

Então Chi Shao decide vir até à Europa para resolver essa questão e “curar” algumas feridas do passado. Esta é uma mulher que não vira a cara aos problemas e acaba por pôr em causa uma vida confortável e segura em prol dos valores maiores de justiça e liberdade. Daí achar esta personagem tão interessante e ter desenvolvido esta estória toda à sua volta.

4 – Devo confessar que, mal vi o título desta obra, achei o mesmo bastante exótico e original. Depois, ao ler um pouco mais, percebi que este livro conjuga vários elementos diferentes, que vão desde a acunpuntura, poesia oriental, flores, produtos de beleza, etc. De onde surgiram estas ideias e o que pretendeu transmitir nesta história?

R: A ideia surgiu da minha paixão e curiosidade pela cultura oriental. Fui instrutor de Yoga e meditação durante vários anos e cheguei até a viver na Índia. Foi uma época maravilhosa da minha vida. No entanto, também sou muito curioso pela cultura chinesa, especialmente a sua história e a Medicina Tradicional Chinesa. A Medicina Tradicional Chinesa tem várias áreas de atuação e, no ocidente, a mais conhecida e aplicada é a acupuntura. Entre outras, também tem o tratamento com medicação à base de plantas, raízes, minerais, etc, e estas áreas sempre me fascinaram imenso. Quando a ideia de Peónia Vermelha começou a formar-se na minha mente, eu utilizei os conhecimentos que tinha desta área para desenvolver um pouco todo o enredo e as peças foram encaixando-se.

A mensagem que o livro transmite é uma mensagem que se foi formando ao longo da sua própria escrita. No fundo, eu acho que Peónia Vermelha é um livro muito político e todo este lado mais misterioso que vem do oriente poderá servir para criar algum tipo de curiosidade sobre a própria estória. Acho que é fundamental contarmos a estória pelo valor que ela tem e não com qualquer tipo de propaganda mais ou menos implícita a defender ou a atacar o que quer que seja. No entanto, este livro é sem dúvida uma porta para compreender um pouco melhor os meandros mais obscuros do mundo da política, da cultura e sabedoria ancestral oriental e da alma humana.

Por isso, se tivesse que resumir ao máximo aquilo que esta estória aborda, diria que é um romance sobre o lado mais negro e mais brilhante do ser humano. É, sem dúvida, uma estória sobre o poder da ganância e da vingança, mas também sobre o tremendo poder transformador que o amor e o perdão podem ter nas nossas vidas e nas dos que nos rodeiam.

5 – O lançamento está marcado para 15 de Outubro, às 21h, no Chiado Clube Literário do Porto. Quais são as suas expectativas para este dia?

R: As minhas expectativas são sempre as melhores (risos!!!). Nunca espero menos que o melhor possível. No entanto, também não me agarro a resultados muito rígidos porque isso é o mecanismo interno que normalmente nos traz sofrimento, ansiedade ou frustração após o acontecimento. Por isso, estou a trabalhar com a minha editora e outros tantos bloggers no sentido de preparar uma sessão de lançamento cheia de pessoas e onde se possa fazer algo que marque pela diferença. Estou a trabalhar o máximo possível para que tudo corra bem e todos os presentes saiam desta sessão de lançamento com um sorriso na face, uma sensação boa no coração e dois ou três livros debaixo do braço (risos!!!). É para isso que apresentamos os nossos livros, certo?

6 – Quais as suas ambições para o futuro, em termos da sua carreira como escritor?

R: Ao longo dos últimos 15 anos fiz imensas coisas na minha vida. Tive vários projetos musicais, outros ligados ao teatro, ao cinema e outras tantas áreas diferentes. No entanto, nos últimos anos a escrita ganhou uma força e uma presença muito consistente na maior parte do meu tempo e nos meus objetivos profissionais. Nesse sentido, vejo-me a escrever e a publicar os meus romances durante a minha vida inteira (risos!!!). É mesmo um sonho que tem vindo a ganhar maturidade e consistência na minha vida. Estou agora a começar com o primeiro e estou a trabalhar para que isso continue. Tenho já algum trabalho e material em desenvolvimento para alguns romances que poderão ganhar a forma de livro, ver a luz do dia e sentir o prazer de estar nas prateleiras das grandes livrarias e nas mãos de milhões de leitores (risos!!!).

Ainda dentro da área da escrita, estou também a desenvolver alguns projetos na área da escrita do guião cinematográfico que é uma das minhas outras paixões. Vejo-me, por isso, também a escrever guiões que um dia ganharão a forma de filmes. É um processo maravilhoso e apaixonante a capacidade de transpor para palavras, nos seus mais variados formatos, as estórias que tenho para contar ao mundo. Por isso, sim, vejo-me a escrever e a contar estórias durante toda a minha vida.

7 – Além da escrita, que outras paixões tem André de Oliveira?

R: Como disse na resposta anterior, adoro cinema, mas também adoro música (já tive vários projetos musicais), teatro, política, espionagem e boa comida. Adoro a arte de ouvir e contar estórias nas suas mais variadas formas e feitios. Adoro a comida tradicional portuguesa, italiana, chinesa, japonesa e indiana!

E no sentido de dar asas à minha paixão pelo cinema, sou membro fundador da Filmocracy. A Filmocracy é uma plataforma internacional de guionistas e produtores de cinema que estão a criar as condições necessárias para que cineastas de todo o mundo possam colaborar nos mais diversos projetos e ver assim os seus filmes e projetos realizados.

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Por isso, já sabem!

Se puderem, apareçam no sábado, dia 15, pelas 21h, para o lançamento público deste thriller que promete desassossegar.

Saibam mais em: https://www.facebook.com/andredeoliveiralivros/?fref=ts

Sinopse:

“Chi Shao é uma mulher atraente e misteriosa que decide fazer justiça pelas próprias mãos. Com um passado obscuro, e cheio de pontas soltas, regressa a Portugal, onde viveu há vários anos, para resolver uma questão de vida ou morte.

Uma empresa farmacêutica multinacional promete criar um elixir da juventude acessível a todas as mulheres, mas o que não esperavam era que os primeiros testes começassem logo a correr mal.

Entretanto, na China, são encontradas centenas de mulheres com problemas de saúde gravíssimos, e outras tantas mortas, com misteriosos sinais comuns a todas.

O que poderão ter em comum Chi Shao, o Presidente da Comissão Europeia e o Ministro da Saúde da China? Poderá um amor impossível salvar a humanidade de uma catástrofe de proporções internacionais? A Chi Shao resta-lhe montar uma armadilha e esperar não ser ela mesma a ser apanhada.

Peónia Vermelha é um thriller intenso que levará o leitor a viajar desde a Cidade Proibida, em Beijing, até Lisboa, Frankfurt e Bruxelas num enredo que expõe o lado mais negro da corrupção política, dos interesses financeiros das grandes corporações farmacêuticas, e da alma humana.“   

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