#20 A minha experiência com… Os muitos nomes do amor, de Dorothy Koomson

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Decorridos mais de 6 meses desde a descoberta de uma das minhas autoras preferidas, com “A filha da minha melhor amiga”, venho falar-vos da minha recente leitura de “Os muitos nomes do amor”, o mais recente lançamento de Dorothy Koomson. Porque é que, da já variada obra editada em Portugal, optei pelo seu romance recém-publicado? Porque o principal tema abordado no livro, a adopção, interessa-me bastante, tornando-se assim um dos mais cativantes na sua lista. Sobretudo pela abordagem do ponto de vista de uma personagem adulta, o que me deixou curiosa em relação à forma como iria ser explorado. Poucos dias depois de o comprar, não resisti em saber e peguei nele para descobrir. E agora partilho convosco esta experiência.

Como referido, este “Os muitos nomes do amor” (no original “That girl from nowhere”) conta a história de Clemency Smittson (apelidada de Smitty), que fora adoptada em bebé, e cuja única recordação da mãe biológica é um berço de cartão pintado à mão com borboletas. Agora em adulta, debatendo-se numa crise existencial face a sentimentos de perda e rejeição, decide voltar para Brighton, a cidade onde nasceu. Mas não sonha que lá encontre quem saiba tudo sobre o seu passado e a caixa de borboletas. A sua vida sofre uma grande reviravolta à medida que surgem novas revelações e compreende que talvez tenha sido injusta com quem mais a ama.

Pessoalmente, devo dizer que gosto bastante dos títulos, tanto da edição original, como da portuguesa. Cada um reflecte e sintetiza aspectos muito importantes desta história, e ambos me soam bem. De igual forma, as capas, bastante semelhantes, estão muito bem conseguidas e, por isso, creio que a equipa da Porto Editora fez um excelente trabalho.

Já a história em si deixa-me, no geral, sentimentos mistos e até contraditórios. Gostei bastante do início, que se centrou mais no passado, e nos deu a conhecer pausadamente a personagem da Clemency, sobretudo centrando-se na sua relação com a família adoptiva. Neste sentido, gostei bastante da forma como Dorothy Koomson explorou este tema, comprovando mais uma vez a sua mestria a construir personagens e problemáticas do ponto de vista psicológico. Neste livro, em específico, ela serve-se do pormenor das fotografias para tecer avanços e recuos na narrativa que nos ajudam a conhecer a trama do início ao fim. E esse é um elemento de grande criatividade, aliado ao uso do narrador participante e da escolha de uma linguagem fluída e informal.

Porém, à medida que a história avança, são adicionados outros pormenores, e outras linhas narrativas ganham preponderância, de uma forma que considerei um pouco descontrolada. A intenção seria adicionar elementos de mistério, por um lado, e adensar um triângulo amoroso, por outro, e com isso agitar os dramas familiares e íntimos de Clemency. Mas eu, pessoalmente, não gostei de tanta confusão, sobretudo quando esta retira à personagem poder de decisão, pelo menos de forma aparente. Quanto ao desfecho, e dada a evolução da narrativa, considerei satisfatório, no qual finalmente se resolvem algumas “pontas soltas” e vemos a personagem principal a tomar um rumo.

Portanto, distanciando-me das minhas expectativas para esta leitura, eu acredito que, com este livro, Dorothy Koomsom provou, mais uma vez, ser uma escritora de grande qualidade, capaz de abordar temas difíceis com a sensibilidade e seriedade necessárias, conjugando-os consistentemente. Apesar de a narrativa ter divergido daquilo que eu esperava dela, manteve-se interessante ao longo das 460 páginas. Por isso, eu aconselho mais este romance de Dorothy Koomson, que permanece uma das minhas autoras preferidas!

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Classificação: **** (Muito bom)

Link no Goodreads: https://www.goodreads.com/book/show/25742852-os-muitos-nomes-do-amor

E vocês, já tiveram oportunidade de ler este romance? Qual a vossa opinião?

Deixem tudo aí nos comentários, e conto com vocês num próximo post!


Editora: Porto Editora (http://www.portoeditora.pt/)

1ª Edição: Julho 2015

Páginas: 472

Apresentação: Capa mole

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