#18 A minha experiência com… As mulherzinhas, de Louisa May Alcott

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Hoje venho falar-vos de uma releitura. Trata-se do clássico infanto-juvenil de Louisa May Alcott, “As Mulherzinhas”, e que foi também a vossa escolha no último TBR Jar Challenge. Este é um livro que acompanhou a minha infância e início da minha adolescência, sendo uma das minhas leituras mais antigas. Recentemente eu vi a adaptação cinematográfica de 1994, com Winona Ryder no papel de Jo March e Christian Bale no papel de Laurie, e foi essa experiência que me despertou curiosidade em reler a obra literária, agora na idade adulta. Ao contrário do passado, li estas 150 páginas em pouco mais de três horas, e vou contar-vos tudo de seguida.

“As Mulherzinhas” foi um romance publicado em 1868, e obteve tal sucesso que, no ano seguinte, Louisa May Alcott escreveu uma continuação, intitulada “Good wives”. Fala sobre as alegrias, os sofrimentos, e o desenvolvimento das quatro jovens irmãs March: Meg, a mais velha e responsável, Jo, a maria-rapaz de imaginação fértil, Beth, sensível e muito talentosa, e Amy, a mais nova e romântica. O romance atravessa cerca de um ano das suas vidas, no qual elas suportam, com a sua mãe, a ausência do seu pai, que está a lutar na guerra civil americana. O livro termina de forma doce, com a reunião da família no casamento do Meg e Mr. Brooke.

Antes de mais, devo partilhar convosco a minha perplexidade quando, ao terminar a leitura, conclui que vários pormenores que estão no filme ficaram de fora. Duvidei que os mesmos fossem meros acrescentos do realizador, pelo que fui pesquisar. Mas, mesmo antes de partir para a internet, apercebi-me de que a minha edição se trata de uma adaptação do original, por Chantal Baligand. Ou seja, depois de todos estes anos, descobri que a minha versão não é uma versão original, o que me fez sentir, por um lado, ingénua e, por outro, defraudada. Assim, nem sequer posso estar segura de ter conhecido, verdadeiramente, a escrita da autora, quanto mais todos os pormenores, e a sua própria visão da história… Não há muito mais a dizer quanto a isto, de facto, deixou-me furiosa. Para além disso, parece-me que a versão cinematográfica junta um pouco do original e da sequela, pelo que vários dos pormenores não constariam, naturalmente, desta edição.

Assim, eu não me vou pronunciar muito sobre o livro ou a escrita, uma vez que não conheço o original para comparar. Porém, apesar de todos estes dissabores, esta é uma história que facilmente fica guardada no nosso coração. A força dos laços familiares, as relações entre as irmãs mas, além de tudo isso, os laços de amizade, são elementos muito simbólicos, e que conquistam leitores de todas as idades. Por isso, mesmo assim, eu gostei bastante desta releitura, talvez mais do que quando o li pela primeira vez. Agora pude apreciar melhor alguns pormenores do contexto e das personagens que, antes, talvez me passassem despercebidos.

Para concluir, espero um dia encontrar uma versão original, e voltar a esta história sob o ponto de vista da própria Louisa May Alcott… E aconselho, a quem nunca leu, a deixar-se conquistar pelas irmãs March.

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Classificação: *** (Bom)

Link no Goodreads: https://www.goodreads.com/book/show/8276792-mulherzinhas

E vocês, que recordações guardam deste clássico?

Conto convosco num próximo post! 😀


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