Encontros de escrita | Ana Roxo, uma escritora cheia de versatilidade…

Olá a todos,

Hoje trago-vos um post diferente, mas que serve para dar um propósito maior aqui à Toca: o de divulgar escritores, sobretudo alguns menos conhecidos. Dá-los a conhecer e às suas experiências, vivências, inspirações… E nada melhor do que começar por uma escritora que tive o prazer de conhecer pessoalmente, através de uma formação de empreendedorismo que ambas estamos a frequentar. Falo-vos de Ana Roxo!

eu

Depois de tomar maior conhecimento dos seus textos, decidi ganhar coragem para entrar em contacto com Ana e propor-lhe uma entrevista!

Então, segue-se isso mesmo, as respostas de Ana, para ficarem a conhecê-la um pouco melhor!

Fale-nos um pouco sobre si:

Eu, acima de tudo considero-me uma mulher e uma mãe. Sou alguém que, apesar do bom humor, que tento sempre manter, já passei por momentos muito maus, mas como a vida nos acaba por dar o que nós plantamos e más escolhas todos fazemos, aprendi a usar os limões que a vida me dá e fazer limonada. Fui sempre uma menina tímida; ainda hoje o sou. Gosto muito de escrever e tudo o que seja ligado à cultura e à arte. Sou licenciada em Estudos Portugueses e Alemães e pensava ser professora e já o fui de certo modo; porém, a vida troca-nos as voltas e acabei por fazer outras coisas. Complementei a minha licenciatura com mais alguns cursos, como um de Espanhol, um de Técnica de Turismo Ambiental e Rural, um de Marketing Digital para Copywriters e agora, ainda, por terminar, por enquanto, esta formação de Empreendedorismo.

Como descobriu o gosto pela escrita?

O gosto pela escrita começou logo na infância logo, após de ter aprendido a ler e a escrever. Penso que isso se evidenciou mais depois da morte da minha avó materna que morava connosco, mas infelizmente partiu muito cedo e eu mal tinha iniciado o 2º ano quando ela viajou para outro mundo. Estranho ou não (para mim, não é) – foi ela que me levou a escrever: ela e a minha professora primária. Ela foi uma professora primária muito boa que nos preparou para a vida e que recompensava sempre os alunos pelo seu esforço: no meu caso, chegava mesmo a dar livros, porque dizia que já tinha o «bichinho da escrita» e os livros ajudavam a escrever melhor.

O que mais gosta de escrever?

Eu escrevo um pouco de tudo, mas gosto mais da poesia e dos contos; embora, ache que posso escrever de tudo: também me encontro a escrever uma peça de teatro para uma companhia teatral de uma pequena cidade: o Grupo de Teatro Renascer em Esmoriz.

O que a inspira?

Muita coisa e muita gente: o meu filho, uma multidão de pessoas, a natureza, até uma simples pedra, a música, os sentimentos, como o amor, a amizade: depende do estado de alma.

“Adivinha quem vem jantar” é um texto da sua autoria publicado numa colectânea pela editora Papel d’Arroz, e fala-nos sobre perdas e novas oportunidades no amor. Qual a mensagem que pretendia transmitir com esta sua obra?

Esse texto foi pensado também para o público mais infantil, uma vez que uma das personagens é um ser estranho, taciturno e que mete até um pouco de medo. Mas não passa de um ser em sofrimento que só precisa de amor. Perdeu quem mais amava e fechou-se ao amor, tal como acontece a muita gente depois de uma perda: O mesmo acontece com a mulher por quem se apaixonou. A mensagem é que o amor é a resposta para tudo – e esse homem estranho só precisava de amor, mas nem sequer percebia isso. É sempre possível um novo recomeço, seja no amor, seja na vida em si.

“Receita secreta”, um texto também publicado, aborda uma das suas paixões que é cozinhar. Baseou-se nalguma das suas experiências para o escrever?

Essa colectânea ainda está a ser editada e ainda não sei a data de lançamento. Sim, baseei-me na experiência de ter de me desenrascar quando tinha uns 8 anos, porque estava cheia de fome, nunca mais vinha ninguém. Só existia o Continente de Matosinhos, os meus pais tinham lá ido; a minha irmã estava numa festa de anos e os meus pais nunca mais vinham. Nunca tinha cozinhado, mas como estava atenta ao que eles faziam mesmo que não perguntasse; tentei fazer como me lembrava e até saiu bem. As receitas têm mais uma vez inspiração na minha avó.

Um outro trabalho seu são os textos da saga do “Cão Vicente”, de carácter mais satírico, publicados num Jornal Regional. Fale-nos um pouco sobre o conteúdo destes, o que o inspirou e quais os seus objectivos.

Tenho publicações no Jornal «A Voz de Esmoriz» na página do leitor, mas são poemas, um conto, pretendo colocar uma das sagas do Cão Vicente no próximo mês – uma vez que o jornal é regional e é de tiragem mensal.

Que outros trabalhos seus se encontram publicados?

Tenho outra colectânea também na Editora «Papel de Arroz» e chama-se «Eu tenho um Sonho»!

Quais são os planos para o futuro, na escrita e noutras áreas?

Quanto à escrita, pretendo ter um livro só meu, sem ser em colectâneas; embora o reconhecimento por fazer parte delas seja muito bom, mas quero um «filho» só meu: vê-lo crescer. Quanto ao resto, espero mesmo é ter emprego num futuro próximo – trabalhar ainda um tempo (não muito) por conta de outrem, sinto que ainda preciso um pouco e, depois mais tarde, criar o meu próprio negócio na área do turismo rural.

Qual é o seu maior sonho?

Ter apenas um sonho para quem é sonhadora é pouco, mas claro que gostaria de vender os meus livros e ter sucesso profissional; mas para exemplificar melhor isso, deixo aqui este poema:

Os meus sonhos de encantar
São um manancial de sonhos
De sonhos por realizar
Sonho que estou numa ilha
Com praias de encantar.

Sonho que sou uma gaivota
Que voa sobre o mar,
Procurando na espuma
O salgado sabor do mar.

Sou um barco ancorado,
Por vezes, perdido,
Por vezes, encontrado
Iluminado pelo farol
Do meu árduo fado.

Sou uma princesa
De um conto de encantar
Que tenta vencer a bruxa
Que me tenta derrubar!

Sonho que sou poetisa
Poetisa do meu sonhar
Escrevendo com o coração
Um sonho de encantar!

Sonho que sou um jardim perfumado
Com flores de encantar
Que, com a sua beleza,
Nos incitam a amar!

Sou uma ave alada,
Que voa nas alturas
Que canta para o mundo
As suas desventuras.

Sonho que sou uma fénix
Uma fénix renascida
Que renasci das cinzas
Sorrindo para a vida.

Sou eu o próprio sonho
Sou eu o meu sonhar
E nas asas do meu sonho
Sonho que estou a voar.

Sou um manancial de sonhos
De sonhos por sonhas,
Perdida em sonhos,
Onde me perco para me encontrar!

Sonhos que sou...
Ó, já não, sei o que sou
Sou tudo o que eu sonho
E tudo o que alguém jamais sonhou!

Se quiserem ficar a saber mais sobre Ana Roxo, cliquem aqui, aqui e aqui.

Espero que tenham gostado e continuem a acompanhar aqui o Blog 🙂

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