#1 Poema | Monstro

Monstro da minha alma,
Que em luas de sangue invades a calma,
E dominas com ressentimento
Todo o tempo erigido de conhecimento
E amor.

Monstro de dor,
Morre!

Monstro de dor e mágoas,
De águas passadas,
De fontes incessantes
De lágrimas alucinantes.
Que me sufocas no rancor
Do teu bruxedo.

Monstro do medo,
Foge!

Monstro do medo e da cobardia,
Que eu calo dia após dia,
E que deixa o rasto
Do sofrimento gasto.
Monstro que me corrói
E me alimenta.

Monstro da tormenta,
Para!

Monstro magoado,
Das suas garras privado,
Que choras uma solidão só tua.
E carregas o peso da lua.
Tu que és ilusão
E verdade.

Monstro da tempestade,
Sossega.

Tempestade do meu coração,
Que escondes bonanças e compaixão,
Sossega agora,
Que é chegada a hora,
De o sol brilhar.

Sossega agora,
Que o monstro quer descansar.

Autoria: Raquel Pereira

Que acharam deste poema? O que vos fez sentir?

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Continuem a visitar a Toca, há ainda muito por descobrir…

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4 thoughts on “#1 Poema | Monstro

    • Noutras circunstâncias eu diria que isso é bom, mas neste caso sei que não :/ mesmo assim, espero que em breve possas também descansar dessas tormentas e que o sol torne a brilhar ^^ Beijinhos e obrigada por comentares!

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